
Neste instante, esteja você onde estiver, há uma casa com o seu nome. Você é o único proprietário, mas faz tempo que perdeu as chaves. Por isso, fica de fora só vendo a fachada. Não chega a morar nela. Essa casa, teto que abriga suas mais recônditas e reprimidas lembranças, é o seu corpo.
“Se as paredes ouvissem...”
Na casa que é o seu corpo, elas ouvem. As paredes que ouviram e nada esqueceram são os músculos. Na rigidez, crispação, fraqueza e dores dos músculos está escrita toda a sua história, do nascimento até hoje. Sem perceber, desde os primeiros meses de vida, você reagiu a pressões familiares, sociais, morais. “Ande assim. Não se mexa. Tire a mão daí. Fique quieto. Faça alguma coisa. Vá depressa. Aonde vai você com tanta pressa? Atrapalhado, você dobrou-se como pode. Para conformar-se, você se deformou. Seu corpo de verdade – harmonioso, dinâmico e feliz por natureza foi sendo substituído por um corpo estranho que você aceita com dificuldade, que no fundo você rejeita.”
É a vida, diz você; não há outra saída. Respondo-lhe que você pode fazer algo para mudar e que só você pode fazer isso. Não é tarde demais. Nunca é tarde demais para liberar-se da programação de seu passado, para assumir o próprio corpo, para descobrir possibilidades até então inéditas.
Ser é nascer continuamente. Mas quantos se deixam morrer pouco a pouco, enquanto vão se integrando perfeitamente às estruturas da vida contemporânea?
Saúde, bem-estar, segurança, prazeres, deixamos tudo a cargo dos nossos psiquiatras, arquitetos, políticos, patrões, maridos, mulheres, amantes, filhos. Confiamos a responsabilidade de nossa vida, de nosso corpo aos outros, e, quando renunciamos à autonomia, abdicamos de nossa sabedoria individual.
Nosso corpo somos nós. É nossa única realidade perceptível. Não se opõe à nossa inteligência, sentimentos, alma. Ele os inclui e dá-lhes abrigo. Por isso tomar consciência do próprio corpo é ter acesso ao ser inteiro, pois, corpo e espírito, psíquico e físico, e até força e fraqueza, representam não a dualidade do ser, mas a sua unidade.
Você pode livrar-se de uma infinidade de males – insônia, constipação, distúrbios digestivos – fazendo com que trabalhem para você, e não contra você, músculos que até agora você nem sabe onde ficam.
Você pode despertar seus cinco sentidos, aguçar suas percepções, ter e saber projetar uma imagem de si mesmo que o satisfaça a que lhe mereça respeito.
Você pode afirmar sua individualidade, reencontrar sua capacidade de iniciativa, a confiança em si mesma.
Você pode realizar seus movimentos com o equilíbrio, leveza, beleza e graça.
Em qualquer idade você pode reencontrar as chaves do seu corpo, tomar posse dele, habitá-lo e nele encontrar a vitalidade, espontaneidade, saúde e autonomia que lhe são próprias.
Como? Agende uma entrevista no Spazio Pilates.
2236-1047
Texto adaptado do livro “O Corpo Tem Suas Razões” - Thérèse Bertherat

cada aula de pilates com as minhas queridas do spazio pilates é agradecida por mim atraves de cada parte do meu corpo e da minha mente, pois sinto-me enriquecida com os exercícios e as mentalizações e sinto que esse corpo que me envolve se sente mais forte e mais capaz de enfrentar o que tiver que vir, pois nem o lado espiritual deixa de participar em todos os momentos Marita
ResponderExcluirMuito bonita a metáfora da casa e suas chaves... adorei! beijos..
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